quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Bater pernas, bater asas

Roupas espalhadas

vida cigana

dormir de madrugada

ser acordado por uma galinha pintadinha

Tatear pelos óculos

Medir uma dose de cura

abrir o computador

ver-te aparecer

não saber descrever

Tenho sono

Mas o que não vivi é ainda melhor

Prefiro ir a pé

e qualquer palavra que eu disser

seja dita com fé

de quem vive na terra do agora.

Vou lembrando

borboletas

voam

também já vou

voei, voei

embora



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