quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Levada

Tuas mãos roçando concreto, ferro, concreto

e eu desistindo de enxergar linhas pra te compor.

Cada gesto teu, versos.

O cheiro nas ondas dos teus cabelos,

poesias e apelos.

Lua,

destrua em mim,

contra-ataque,

Embale-se,

desnuda.

Até o último fio da roupa de sonhar

Deixa me entrelaçar

que te digo, finda a noite-dia

luz se faça

Lua me abraça

Deixa o cais levar.


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