segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A mulher de Klimt

Ela me disse não
sem ao menos dizer
uma
palavra
Deu pra ver pelo Danae de Klimt
que ela baixou na internet
Deixava-o sempre à vista
caso o pensamento precisasse.
Devagar, divagava
colorido, seu colo
sonha, deita, dorme
enquanto
no quarto ao lado
toca um rádio
Alguns móveis batem
É uma mudança
das grandes
Uma ressaca
das grandes
É o correto
ou não
é o errado.
Mulher,
pega essa foto e dança
Ao invés disso ela
guarda por dentro do vestido
Finge que não pode
mas alcança com as mãos
quando quer
Pega uma bebida qualquer
só um
gole
engole
engodo
dorme, deita, sonha
dorme, sonha,
eita, como sonha

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