quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vinte e três de oito de setembro


Dia atribulado, beiber
eu sei que isso não é desculpa
Mas te digo certo
pensei sério em você
desde quando acordei
Teu nome
outrora alvo de brincadeiras
guarda carga de nuanças 
de origem e significados
tão controversos
quanto a personalidade 
que carrega suas andanças.
Faço saber 
a todos quantos queiram ouvir
que somos irmanados 
na loucura 
na boca suja
e na cabeça.
O mundo devia compreender
que tua existência é perigo 
de encontrar verdades na cara
e entender:
chorar nem sempre
é necessário,
mas com você 
crescer é preciso,
incerto, humano
por isso contigo eu sigo.
E se o vento te pôs a andar
pelas portas ao longe
foi só pra entender
a enorme diferença
entre ser e estar.
Que os dias teus
sejam longos
e as folhas
da tua história
sejam infinitas
marcando a seda do tempo
com a tua mão forte.
O universo 
conserva pra ti
tudo que apenas 
ele o Universo sabe
E todo o bem-amor
que te desejo, beiber
aqui 
nessa folha,
nesse espaço
não cabe.
Amo-te, minha irmã.

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