sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Vambora? Vambora!

Vou agora caminhando.

Naquela última ponta da encosta,

na ponta dos meus dedos,

quero encarar

um cheiro de começo

de nirvana

de tudo diferente

de outras caras,

de outras caretas,

de não viver saudade

gastar as balas na meia-noite que quiser.

Pega pelo meu cartão,

saiba quem eu sou,

e deixa terminar essa noite estranha.

Deixa eu me embebedar de mim mesmo

e beba você também do meu sangue.

Somos o recipiente eterno-efêmero desse vinho.

Pois então, do que importa em qual garrafa ele veio?

Vindo é o que importa.

E venho outra vez dizer que estou indo.

É... De idas e vindas nós sabemos.


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