vi a luz do sol caminhar
se afastando
e horizonte sempre
distante
o coração sempre
perto.
senti na força do braço
um toque de navegar
quando mesmo
o sol se punha
e revolto se enfurecia o mar.
num barco pequeno
passando o atlântico
perder a conta das encostas
chorando perto das pedras
amargando rochas
fomos.
o medo da poesia ordinária
nunca me atravessou
pois marinheiro que se preze
estende vela do peito
abre-te sésamo
pro que viver
responde sim
não importa se é pirata.
pois quase nada tem
o homem jogado a mar
silêncio dos remos
foto no bolso
mapa de chegar.
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